POR VEZES É BOM RECORDAR

Olá pequenas sereias:)

hoje o nome não poderia ser mais apropriado, porque hoje este post poderia ser direccionado aos mais pequeninos… Nestes dias que sou “obrigada” a ficar longe do meu P. a saudade fala mais alto, por isso,  hoje decidi falar aqui do tema. Séries de desenhos animados que marcaram gerações, alguns antes da minha, outros na minha e outros posteriores à minha:)

Poderia lançar aqui a célebre pergunta :”Porque as personagens do Walt Disney não têm mãe? ou porque as madrastas são todas ruins e malvadas? ou ainda,  o porquê das filhas das madrastas serem todas más e arrogantes algumas até com graves problema de acne… não sei, deve ter alguma explicação profunda mas agora não me apetece  enveredar por esse caminho tão interessante e complexo, apetece -me mais assim, um momentos descontraído sem ter que pensar…Deixo  essa questão para os mais entendidos na matéria.

Um dia destes, o meu P.  Pediu- me me para ler um texto que estava nas cartas dos Invizimails,  famosas cartas que com uma APP, ganham vida….

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Maezinha… Incrível!

 

Ao mesmo tempo que lia o texto que estava na carta, pensava que no meu tempo era tudo mais florido, inocente e colorido… Não quero dizer que fosse  melhor, mas acho que era diferente… No outro dia decidi navegar pelos tempos e mostrar   ao pequenino, algumas séries de desenhos animados que marcaram gerações.. Fui desde a Heidi até ao Dragon Ball, passei pela Pantera cor de Rosa, disse um olá aos irmãos Metralha e parei no  Mickey que continua em boa forma.   Episódios da Heidi, não achou muita piada, adora com o Speedy Gonzalez ou “Spigy” Gonzalez como lhe chama….não vai lá muito à bola com o Snoopy mas vibra com a Pantera cor de Rosa.

Há desenhos animados que ficam na história e marcam uma época e têm a particularidade de ser intemporais como as calças de ganga ou a camisa branca:-) Acho que ainda ninguém se lembrou de fazer uma série de desenhos animados que acompanhasse  toda uma geração, ou talvez sim, não sei… Mas seria interessante… Como seria hoje o Tom Sawyer se tivesse crescido? Que profissão acham que teria? Como seria a sua casa? Os amigos? Qual a sua bebida preferida? Teria um cão? ou pura e simplesmente se teria rendido ao estilo cosmopolita? Trabalharia numa revista de moda ? Sería um  METROSEXUAL ou um   LUMBERSEXUAL , seria  engraçado de ver não acham? Talvez já tivesse destruído toda a herança da tia… Ou não 🙂

Ficam alguns exemplos daqueles que considero ser bonitos desenhos animados e que ficam na memória de muitos. Para quem tem filhos é sempre giro recordar, nem que seja para lhes mostrar que antes não havia personagens em Colt, Max ou em Pup, mas sim personagens que brincavam descalços nas margens dos rios, que ordenhavam vacas nos campos verdejantes, corriam pelas colinas e percorriam o mundo à procura da mãe, quem não se lembra?

Lembro-me das manhãs em casa da minha avó, nos finais de tarde, naqueles invernos chuvosos e frios  no  calor do carinho inigualável que me deu sem querer nada em troca, lembro- me de ver comodamente alguns destes lindos desenhos animados… Por vezes chorava, outras vezes ria, mas sempre adorava…

Ficam aqui algumas lembranças!

 

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Há histórias infantis que têm a capacidade de nos fazer reflectir , são uma verdadeira  lição também para qualquer um de nós, gosto especialmente  de um conto infantil que tem a particularidade de nos dizer que muitas das amarras que teimamos em manter nas nossas vidas somos nós que as construímos…falo do conto de Jorge Bucay.

O ELEFANTE ACORRENTADO. 

” Quando era pequeno, adorava o circo e aquilo de que mais gostava eram os animais. Cativava-me especialmente o elefante que, como vim a saber mais tarde, era também o animal preferido dos outros miúdos. Durante o espectáculo, a enorme criatura dava mostras de ter um peso, tamanho e força descomunais… Mas, depois da sua actuação e pouco antes de voltar para os bastidores, o elefante ficava sempre atado a uma pequena estaca cravada no solo, com uma corrente a agrilhoar-lhe uma das suas patas.

No entanto, a estaca não passava de um minúsculo pedaço de madeira enterrado uns centímetros no solo. E, embora a corrente fosse grossa e pesada, parecia-me óbvio que um ani­mal capaz de arrancar uma árvore pela raiz, com toda a sua força, facilmente se conseguiria libertar da estaca e fugir.

O mistério continua a parecer-me evidente.

O que é que o prende, então?

Porque é que não foge?

Quando eu tinha cinco ou seis anos, ainda acreditava na sabedoria dos mais velhos. Um dia, decidi questionar a minha mãe,  um professor e  um tio sobre o mistério do elefante. Um deles explicou-me que o elefante não fugia porque era amestrado.

Fiz, então, a pergunta óbvia:

— Se é amestrado, porque é que o acorrentam?

Não me lembro de ter recebido uma resposta coerente. Com o passar do tempo, esqueci o mistério do elefante e da estaca e só o recordava quando me cruzava com outras pessoas que também já tinham feito essa pergunta.

Há uns anos, descobri que, felizmente para mim, alguém fora tão inteligente e sábio que encontrara a resposta:

O elefante do circo não foge porque esteve atado a uma estaca desde que era muito, muito pequeno.

Fechei os olhos e imaginei o indefeso elefante recém-nascido preso à estaca. Tenho a certeza de que naquela altura o elefantezinho puxou, esperneou e suou para se tentar libertar. E, apesar dos seus esforços, não conseguiu, porque aquela estaca era demasiado forte para ele.

Imaginei-o a adormecer, cansado, e a tentar novamente no dia seguinte, e no outro, e no outro… Até que, um dia, um dia terrível para a sua história, o animal aceitou a sua impotência e resignou-se com o seu destino.

Esse elefante enorme e poderoso, que vemos no circo, não foge porque, coitado, pensa que não é capaz de o fazer.

Tem gravada na memória a impotência que sentiu pouco depois de nascer.

E o pior é que nunca mais tornou a questionar seriamente essa recordação, nunca mais voltou a por à prova a sua força.

Algumas noites sonho que me aproximo do elegante acorrentado e lhe digo ao ouvido:

” Sabes, tu pareces – te com algumas pessoas, acreditas que não podes fazer algumas coisas, só porque, uma vez há muito tempo, tentaste e não conseguiste. Tens de perceber que o tempo passou e que hoje és maior e mais forte que antes. Se queres mesmo libertar te, tenho a certeza que podes fazê – lo… Porque não tentas? 🙂 

E para finalizar, porque o tema assim o exige,  esta é o meu mini mi….

…Que ficou ali a brincar ( e muito bem )   quando vim ser quem sou…”:)

De vez  enquanto,  vou lá buscá-la e peço lhe desculpa por algumas coisas;-)

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Até breve com a promessa que vos trarei aqui fotos de qualidade 🙂 Não desistirei desse querer 🙂 E a promessa de alguns looks também 🙂

Aproveito para vos dizer que vou continuar a escrever com erros,  agora com  novo acordo ortográfico… Continuarei à minha maneira com o Tim:-)

 

10 thoughts

  1. Adoreiiiiii a sua foto…continua lindaaaaa!
    Adorei o conto e concordo..nao acredito que as pessoas mudem mas acredito que se revelam mais cedo ou mais tarde mas o MEDO é uma séria estaca atada ao nosso tornozelo! Todos temos o DOM de a tirar e LIBERTAR-NOS! Estamos nesta vida com um unico proprosito..sermos FELIZES mas para darmos valor a esse estado temos obstaculos que temos que superar!
    E por falar em desenhos animados..a minha historia preferida é a Cinderela (porque sera???) Mas conheco os mais antigos como a Heidi e o Tom preferidos do meu queridissimo pai!
    Ate breve!
    Ps: ja estava ver que nao escrevia 😉

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  2. Uma viagem no tempo recordo todas as séries. Heidi, abelha maia…..
    Lembro me das manhãs de domingo acordar e ficar a ver televisão.
    Recordo com muita saudade, ao fim de alguns anos vivo os mesmos momentos com a minha filha mas com os desenhos animados da actualidade.
    Quanto viu a Cinderela perguntou:
    Mãe porque razão a madrasta é tão má???
    Difícil responder a esta pergunta não acham???
    O tempo passa mas as recordações ficam.
    Linda foto uns olhos lindos um olhar inocente.

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  3. Olá…olhar inocente e um sorriso lindo, recordar é muito bom eu adorava os mosqueteiros, cantava muito” o dartacão” e confesso ainda hoje vejo os Simpsons eh eh o Tim adora e a mãe tb.
    Lembro me de acordar cedo e na RTP ainda aparecia o “piiiiiiiiii” e as riscas, pois ainda era muito cedo. Ui que saudades me deu este post 😉 ADOREI.
    Muito antiga a história do elefante ainda tenho o livro com esse conto, entre outros que nos fazem pensar…
    Até ao próximo post 🙂

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  4. Muito bom mesmo… e esse carrossel de animações acontecia com apenas 2 canais de TV!!! Há uma personagem de que todos nos lembramos certamente – Vasco Granja – não era boneco animado mas seguramente o verdadeiro guru dos filmes de animação.

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  5. Parabéns é obrigada por partilhar conosco algo tão íntimo e tão especial!!!
    Todos nós fomos crianças e todos nós temos recordações!! Uns têm umas recordações melhores que outros, a vida é assim…. Mas o que vale é o que somos hoje e o caminho que preparamos para amanhã! Para nós e para os nossos!
    Adorei a história do elefante, nunca tinha ouvido, realmente é uma excelente metáfora para vários tipos de posicionamento que assumimos na vida!
    Da minha infância de tudo o que tenho mais saudades é da minha avozita, na casa de quem eu vivi até à minha maioridade! Ser humano fantástico!!! Duríssima nas regras que estabelecia, generosa até mais não, organizada, uma trabalhadora nata ( fê- lo até aos seus 74 anos), comunicativa, amiga, com uns olhos verdes lindos lindos meigos e sinceros!!!!!
    Aproveito este thought para homenagear a minha querida e linda vó GLORIA! Vó tenho muitas muitas saudades tuas e não há um dia que passe que não me lembre de ti! És a minha mais querida e doce memória de infância!!❤️❤️❤️❤️
    Beijinhos e me vou pois já tou com a lagrimita no olho!

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